"E a vida tão generosa comigo, veio de amigo a amigo, me apresentar a você". (Jorge Vercillo)
Tem pessoas que surgem na nossa vida no momento exato, e mesmo entre idas e vindas, nunca mais sai, porque escolheu ficar. Foi assim que aconteceu a minha amizade por Erika, que minha mãe e irmãs chamam carinhosamente de Erikinha sem nem terem convivido tanto com ela, mas apenas por saberem de sua existência.
Tudo começou em 1995, quando não existia celular nem internet e a comunicação era realmente orgânica e espontânea. Acho que tive muita sorte, pois uma prima cismou de me falar que a amiga da escola tinha uma prima chamada Erika que cursava Engenharia Química na UFS. Logo depois, voltei para as aulas em Aracaju e eis que na chamada o professor chamou uma Erika. Como eu sabia que a turma era mista, me aproximei e perguntei àquela menina que sempre usava saia (o que significava uma possível coincidência, pois ela era Adventista) se ela era prima de Aldenice. E não é que era mesmo! Aí eu grudei logo, pois sendo ela de PA entenderia a dimensão da minha saudade e da adaptação à vida na capital.
Mas na turma também surgiram outras amizades de uma vida inteira que me salvaram daquela solidão de livros e de estranhamento do novo, da diversidade e do vai e vem de gente diferente e anônima. E a gente só se esbarrava meio ao acaso uma vez perdida, mas era sempre bom e a gente sempre tinha assunto que ficava devendo pra o próximo encontro que Deus haveria de providenciar. E nesse ritmo incerto, a gente nunca se separou. De lá pra cá, foram muitas risadas, lágrimas, conquistas, blogs, letra de música e poesias. E como somos de Exatas, poderíamos até dizer que nossa relação daria uma constante do SI, rs.
Espero que nos próximos dias, meses e anos venham mais e mais sonhos realizados e objetivos alcançados, e que eu possa continuar fazendo parte da sua vida, mesmo a 280 km de distância, mas testemunhando as bênçãos do Senhor em quem sempre esperamos e que nunca nos decepciona. Feliz aniversário, amiga!