quarta-feira, 28 de junho de 2017

HARRY & SALLY

"Quando você percebe que quer passar o resto da vida com alguém, quer que o resto da vida comece o mais cedo possível."
(Cena final do filme Harry & Sally - Feitos um para o outro)






domingo, 25 de junho de 2017

SALLY & SNOOPY (ROUBANDO A CENA)



Como-eu-amo-você? Deixa eu contar as formas:

''Eu te amo do fundo da profundidade da altura que minha alma pode alcançar...como me sinto longe de ser a pessoa ideal.

Eu amo você ao nível das necessidades diárias...ao sol ou luz de vela.

Eu te amo livremente como um homem gosta de ser...Eu te amo puramente, como eles amam aos deuses.

Eu te amo com paixão como nunca amei ninguém, e com minha fé infantil.

Eu te amo com um amor que nunca achei ser possível.

Eu te amo com a respiração...sorriso, lágrima, de toda minha vida.

E, se Deus quiser, vou te amar mais ainda depois da morte!"

quinta-feira, 8 de junho de 2017

SPARKY & TRACEY


"Mas para ela, bem como para ele, era a possibilidade de uma parceria intelectual que mais os impelia...Outro aspecto, que como todos os outros, incrementava a intensa atração que sentiam, era a sensação de que eram irmãos de alma. Cada um tinha um lado competitivo, provocador; amos sofriam de ansiedade antecipada cada vez que sabiam que teriam que sair de casa e ataques de pânico quando se viam soltos no mundo; ambos adoravam ficar quietos, lendo livros, falando sobre arte e música, coisas que preferiam à qualquer jornada. Ele sonhava com as tardes de domingo; ela sonhava com as noites de domingo. Os dois tinham uma intensa autoconsciência...Quando o almoço terminou, Sparky deixou claro que tinha amado a conversa. Ele a acompanhou até o carro, cada um deles falando sobre seus livros e autores prediletos e riram quando, ao mesmo tempo, o nome de F. Scott Fitzgerald foi pronunciado por ambos". (Michaelis, David. Schulz & Peanuts: a biografia do criador do Snoopy, p.458)

sábado, 3 de junho de 2017

CARTAS DE AMOR DA CELA 92


Antes da morte, a vida lhe ofereceu um último presente. No fim de 1942, Dietrich Bonhoeffer conheceu Maria von Wedemeyer: uma jovem de 18 anos, que também pertencia à aristocracia luterana. Ele tinha 36 anos, mas não tinha renunciado à paixão. Quando pôde lhe escrever, lhe disse, "Posso falar simplesmente assim como eu sinto no coração? Eu entendo e estou subjugado pela consciência de que me aconteceu um presente sem igual. Depois de toda a confusão das últimas semanas, eu não ousaria mais esperá-lo, e agora esta coisa incrivelmente grande e alegre está aqui, e o coração se abre e se infla e transborda de gratidão e de vergonha, e não consegue ainda se dar conta deste 'sim' que decidirá toda a nossa vida".

Finalmente, em meio às ruínas da Alemanha, entre os mortos na Rússia, os bombardeios e os campos de concentração e os fuzilamentos, justamente agora, enquanto lhe parecia ter sido expulso da terra, Deus tinha lhe doado um espaço de felicidade sobre a terra. Maria era cheia de frescor, inteligente, sensível. Aguardava as cartas de Dietrich com uma felicidade extrema: esperava-as totalmente sozinha no seu quarto, onde cada livro lhe contava alguma coisa dele.

"Se alguma vez eu pudesse te descrever – dizia-lhe – que festa e que dia de alegria é para mim quando chega uma carta tua... É quase impensável que possa se tornar ainda maior. Talvez seja bom que a felicidade de ter-te se torne perceptível lentamente, senão eu não poderia suportá-la".

Bonhoeffer gostava muito da sua natureza. "Tu – dizia-lhe –, por sorte, não escreves livros, mas fazes, sentes, preenches com a vida real aquilo com o que eu só sonhei. Conhecer, querer, fazer, sentir e sofrer, em ti, não estão divididos, mas são uma grande unidade, e um é reforçado pelo outro. Tu não sabes disso, e isso é a melhor coisa: talvez eu não deveria nem te dizer isso".

quinta-feira, 1 de junho de 2017

C.S.LEWIS SOBRE JOY GRESHAM


"Eu decaíra e me tornara um marido. Eu nunca esperara, após os sessenta anos receber a felicidade que me fora negada aos vinte anos. O que Joy era para mim? Ela era filha, mãe, aluna, professora, súdita, minha soberana...minha esposa, minha amante, e sempre minha camarada, amiga e companheira de guerra. Era um banquete de amor."

domingo, 28 de maio de 2017

DELIRANDO COM MARCIE

Ainda no episódio "Não há tempo para o amor, Charlie Brown", Marcie vem andando com Patty Pimentinha e se depara com algumas crianças vendo um anúncio no mural da escola. E aí começa o diálogo, inspirado no próprio Schulz e sua aversão a viagens, por causa também da recorrente lembrança do medo que tinha de sua mãe esquecê-lo no bonde quando era mais novo.

Marcie: Senhora, acabei de ouvir que temos que ir numa excursão. Tenho muito medo de excursões.

Patty: Marcie, as excursões são muito divertidas. Você vai gostar!

Marcie: Mas e se eu passar mal, e se eu me perder? Eu ouvi dizer que temos que levar lanches nas excursões.O que acha disso, senhora? E se eu chegar lá e descobrir que eu deixei meu lanche dentro do ônibus? E se eu entrar no ônibus errado? E se eu for parar no centro da cidade?

Patty: Não se preocupe, vai dar tudo certo! Eles usam o sistema amigo nas excursões, e sempre colocam um aluno mais velho com um mais novo. Eu garanto que serei a sua amiga.


FILOSOFANDO COM SALLY

Os especiais de Peanuts produzidos para a TV são repletos de diálogos que inspiram longas ou curtas reflexões. Em um dos meus favoritos (Não há tempo para o amor, Charlie Brown) Sally acorda assutada, pois se atrasou para a escola e diz: "meu relógio não despertou...acho que eu dei corda demais. Às vezes, se você der muita corda no relógio, ele não desperta". E Charlie Brown tranquilo, comendo seu cereal, responde: "somos todos um pouco assim!"