terça-feira, 27 de novembro de 2018

DJAVAN SOBRE A LEI ROUANET


"Nunca usei e nunca vou usar. Não gosto de fazer show nem para prefeituras. Quem vai pagar? Se é o povo eu não quero. Rejeitei muito convite. Eu nunca usei porque não preciso e não acho que eu deva usar um dinheiro que pode ser melhor aplicado". Mas ele defende o mecanismo: "acho que tem muita gente que precisa ser ajudada pela Lei Rouanet. O Brasil é enorme, precisa de cultura em todos os quadrantes. O povo precisa usufruir  disso. Faz sentido. Não reclamo de quem usa. Eu é que peguei para mim a coisa de não recorrer".

(Extraído de https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2018/11/nunca-usei-e-nunca-vou-usar-diz-djavan-sobre-a-lei-rouanet-em-seus-trabalhos.shtml )

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

IDAS E VINDAS DO AMOR

Maria Lúcia Proença foi o grande amor de Vinicius, como conta José Castello. Para ela, o poeta dedicou, além do coração, o livro de crônicas e poemas. Foram cinco anos de casamento, de 1958 até 1963, e, depois, infindáveis tentativas de Vinicius para um novo encontro, uma nova paixão com Lucinha. "Com ela, Vinicius se sente protegido dentro de uma relação madura. Junto, o casal vive a paixão com intensidade, mora em diferentes lugares, como Petrópolis e Montevidéu, e tem um período muito feliz."

Vinícius sabe que se quer fazer o relacionamento dar certo precisa de concentração e recolhimento. Como fazer isto se sua amada cansada de viver fora do Brasil volta para o Rio de Janeiro? O poeta quer voltar imediatamente para os braços da sua amada no exílio de Teresópolis. O Itamaraty não permite sua transferência e ele desesperado diz que aceita até ir para um cargo inferior e ganhar menos. Com a carta inédita na história do Itamaraty faz seu argumento final. Angustiado de solidão, escreve ao Ministério das Relações Exteriores, certamente a mais passional mensagem de um funcionário do órgão.

"Preciso, de fato, voltar ao Rio de Janeiro. Não é problema material, de dinheiro ou de status profissional. Tudo isso é recuperável. É um problema de amor, pois o tempo do amor é irrecuperável."



 


CANÇÃO EXCÊNTRICA



Ando à procura de espaço
para o desenho da vida.
Em números me embaraço
e perco sempre a medida.
Se penso encontrar saída,
em vez de abrir um compasso,
protejo-me num abraço
e gero uma despedida.

Se volto sobre meu passo,
é distância perdida.

Meu coração, coisa de aço,
começa a achar um cansaço
esta procura de espaço
para o desenho da vida.
Já por exausta e descrida
não me animo a um breve traço:
- saudosa do que não faço,
- do que faço, arrependida.
(Cecília Meireles)

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

A BOSSA CONTINUA NOVA



Em 21 de novembro de 1962, às 20h30min, a Bossa Nova fez sua estreia no famoso Carnegie Hall em Nova Iorque, através do americano Sidney Frey - nome por trás da gravadora Audio Fidelity -, para mostrar um tal balançado da New Brazilian Jazz, como os americanos gostavam de dizerAlém de conhecer as músicas de Tom e de Luiz Bonfá para o filme "Orfeu do Carnaval" (1959), Frey esteve no Rio e travou contato com a cena do Beco das Garrafas, no Rio. Até então, o gênero tinha aparecido na trilha do filme "Orfeu do Carnaval", que o francês Marcel Camus rodou no Rio em 1959, e em um sucesso inicial de Tom nos Estados Unidos -"Corcovado" foi um hit no país em 1962. Antes disso, música brasileira era sinônimo de Carmem Miranda e seus balangandans folclóricos.

A primeira intenção dele era promover um show com Tom e João Gilberto, mas depois veio a decisão de levar mais gente. Frey conseguiu algum apoio do Itamaraty, que contribuiu para a viagem dos músicos e, em troca, distribuiu café brasileiro durante o show. Além de Tom, João Gilberto e Luiz Bonfá, que começavam a ser conhecidos pelos americanos, o show teve o Oscar Castro Neves Quarteto, Sérgio Mendes, Roberto Menescal, Carlos Lyra, Chico Feitosa, Milton Banana, Sérgio Ricardo, Normando Santos, Dom Um Romão, Agostinho dos Santos, Carmen Santos, Bola Sete e Ana Lúcia.  Na plateia de 3.000 pessoas estavam pesos-pesados do jazz, como Dizzy Gillespie, Miles Davis, Gerry Mulligan, Tony Bennett, Cannonball Adderley, Herbie Mann e The Modern Jazz Quartet. Tom, cada vez comentado na comunidade musical, era o ímã para essas estrelas. 

Por sua vez, a imprensa brasileira fez pouco caso e foi muito cruel na cobertura, exagerando nas piadas. O fato é que era esperado um verdadeiro desastre na apresentação dos brasileiros, coisa que preocupava principalmente Tom Jobim, João Gilberto e Luiz Bonfá, nomes que já corriam por ouvidos estrangeiras. Tanto é verdade que Tom Jobim só embarcou depois de ser enfiado à força dentro de um avião pelo amigo e escritor Fernando Sabino: “Você vai vencer, Tom”.

A revista "The New Yorker" pegou pesado, numa matéria com o título "Bossa, Go Home". John S. Wilson, crítico do jornal "The New York Times", atacou a floresta de microfones, numa amplificação que teria deixado tudo monótono. Para ele, os cantores tinham pouco a oferecer, exceto Gilberto e Bonfá. Mas dois momentos encantaram por unanimidade: Tom, com "Samba de Uma Nota Só", e João Gilberto, que aguardou silêncio absoluto para cantar "Samba da Minha Terra". Além disso, alguns dias depois, eles se apresentaram na Casa Branca e até a primeira-dama se encantou pelo estilo.

Após essa emblemática noite, a Bossa Nova ganhou o mundo de vez e rompeu as suas fronteiras territoriais através de inúmeras gravações do repertório made in Brazil Copacabana, tendo a canção Desafinado 11 gravações nos EUA naquele ano, sendo uma delas com tiragem de um milhão de discos. Durante anos, o áudio do espetáculo (fita-pirata) permaneceu como moeda rara nas mãos de colecionadores. Hoje em dia já é possível ser encontrado em versões modernas de gravação, com o charme dos aplausos e todo o resto de um show ao vivo, mas a dificuldade de encontrar é a mesma. 

O fato é que a Bossa Nova este ano completa 60 anos de existência e Sérgio Mendes, Roberto Menescal, Carlos Lyra continuam na ativa e influenciando novas gerações de artistas, especialmente fora do Brasil. Como diz a canção Nostalgia da Bossa, Bossa Nova é uma canção de amor demais.






A tradução do encarte encontra-se AQUI.




terça-feira, 30 de outubro de 2018

ANNE FRANK PARA OS LEITORES DE BIO


"As pessoas que tem religião devem alegrar-se, porque nem a todos é dado o dom de acreditar nas coisas divinas. Necessariamente, nem se precisa temer castigo depois da morte; purgatório, céu e inferno são coisas que muita gente não consegue aceitar, mas afinal, numa religião seja ela qual for, conserva a pessoa no caminho reto. Não é o temor de Deus, mas o sustentáculo da nossa própria honra e consciência. 

Que maravilha se as pessoas, todas as noites antes de dormir, recapitulassem mentalmente os acontecimentos do dia que passou e considerassem o que haviam feito de bom e de mal. Então, mesmo sem perceber, tentariam aperfeiçoar-se ao começar um novo dia, é claro que conseguiria muito com o correr do tempo. Qualquer um pode fazer isso, não custa nada e, certamente, ajuda muito. Quem não sabe precisa aprender a descobrir pela experiência que uma consciência em paz torna as pessoas fortes."


APENAS APAIXONADOS POR GATOS ENTENDERÃO



If that ain’t love- Martin Carlberg
Some might say that I’m a loner
but I just called it being free
Or at least I used to be
I am my heart’s only owner
‘Cause now
hearts’ strings are pulling like the tide
while fire is raging deep inside
And my And the
That ain’t love
match that threw a spark was a
single stolen kiss And if
Buy these high walls I’ve been surrounded
I don’t know what is
For years I kept my feelings grounded
And gone without on kept within
Cause now
Once to her eyes sold it paper thin
match that threw a spark was a
Wild fire is raging
Deep inside
hearts strings are pulling
And my Like the
And the
Turning of the tide
‘f that ain’t love, I don’t know what is
single stolen kiss And if
That ain’t love
I don’t know what is



PS: SE ISSO NÃO FOR AMOR, EU NÃO SEI O QUE É...