sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

NATAL DE CRIANÇA


"Titia, a ceia é hoje ou amanhã?" (Halana, 6 anos, impaciente com a oração antes da ceia)

"Flavinha, tu tem o número de Papai Noel?" (João, 5 anos, com medo do bom velhinho errar o presente)

"Hoje é natal, não é? Mas nós só vamos ganhar o presente amanhã!" (Tiago, 8 anos, esperançoso e buscando testemunhas pra reforçar a promessa dos pais)

"Papai Noel, feliz natal. Eu gostaria de ganhar uma pista de hot weels pra brincar com Tiago. OBS: é uma pista pra mim e outra pra Tiago" (André, 9 anos, se despedindo da infância ao escrever a carta para Papai Noel com seus irmãos)

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

WHITE CHRISTMAS

"I'm dreaming of a white Christmas
With every Christmas card I write
May your days be merry and bright
And may all your Christmases be white".
(Irving Belin)

domingo, 20 de dezembro de 2015

VIAJAR É PRECISO

E trocar experiências sobre as viagens é imprescindível! Check-in, check-out, vouchers à parte, qual será o próximo destino? Qual será o café-da-manhã mais inusitado e o povo mais amistoso? Só viajando pra saber! D'accord, Nery e Ângela?



quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

SÃO PAULO VAI PARAR!

 
Hoje à noite foi noticiado nos jornais que, daqui a pouco (zero hora), o whatsapp será bloqueado por 48h no Brasil. Minha primeira reação como não usuária foi: como São Paulo, a maior metrópole do Brasil, vai funcionar? Decerto que menos pessoas serão assaltadas, por não estarem teclando enquanto andam na 25 de março ou na Times Square Paulistana. Porém, pessoas ficarão sem almoçar, porque terão que usar as cordas vocais para se comunicar com o restaurante, como o motoboy, com a tia da cantina.
Haverá angústia e crises de choro, e os hospitais notificarão ao Ministério da Saúde o aumento repentino de sintomas de síndrome do pânico. E o pior: romances serão encerrados, porque os pombinhos estavam na entrada do cinema, mas não conseguiam se comunicar. Haverá tremores de mãos ansiosas, com TOC, suores e calafrios. Nos casos mais graves, haverá registro de febre mais alta que a chicungunya, havendo inclusive risco de convulsão e delírio.

Infelizmente, os antropólogos não conseguirão produzir nem publicar artigos sobre o fenômeno, pois essa crise, maior que a econômica, só durará 48h. Ainda acho que isso pode ser revogado e durar 4,8h. Sei lá! Vai que os jornais leram errado a sentença...No campo social, mulheres estarão à beira de um ataque de nervos por não poderem controlar o último acesso de seus maridos, sendo menor o impacto em pais de família com filhos em idade escolar, dadas as férias das escolas particulares e a crise no sistema educacional do estado.

Temo que a casa do juiz seja alvejada de aparelhos e capinhas da Minnie pelos viciados enfurecidos e descontrolados, por só poderem usar o retrógrado facebook para postarem suas selfies. É provável que haja um aumento exponencial de usuários de Snapchat e da abertura de contas nos aplicativos de segunda, aqueles negligenciados até agora e que serão como água pura no Rio Doce.

Há ainda quem conclua que tudo isso é intriga da oposição, que é para tirar a atenção de Cunha e sua Gangue, Dilma e Cia, pois os jornais darão semelhante cobertura à tragédia, superando o desastre ecológico de Mariana e a morte de Cristiano Araújo, fatos que abalaram o país com igual intensidade. Agora, é só parar de postar pra ver!

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

HOMENAGEM AO BRASIL


"Eu fui fazer um samba em homenagem
À nata da malandragem
Que conheço de outros carnavais
Eu fui a Brasília Lapa  e perdi a viagem
Que aquela tal malandragem
Não existe mais

Agora já não é normal
O que dá de malandro regular, profissional
Malandro com aparato de malandro oficial
Malandro candidato a malandro federal
Malandro com retrato na coluna social
Malandro com contrato, com gravata e capital
Que nunca se dá mal

Mas o malandro pra valer
- Não espalha
Aposentou a navalha
Tem mulher e filho e tralha e tal
Dizem as más línguas que ele até trabalha
Mora lá longe e descansa nos alpes suíços, chacoalha
Num trem da Central"
(Chico Buarque Já Sabia)

sábado, 28 de novembro de 2015

MEUS GATOS, SEMPRE MEUS GATOS

Gatinhos no trabalho brincando com a bota da servente
Criativos e espertos, não deixam passar uma oportunidade sequer. Quando deixam, choram e resmungam pedindo uma nova chance ou se recolhem desconsolados. As "oportunidades" geralmente são conhecer, brincar e enfadar algum bicho que aparece na casa que não sejam eles, porque eles se sentem quase gente.

Aqui em casa existem (ou já existiu) todas as classes de gatos: a plebe, que come de tudo com todos, que dorme em qualquer lugar sem exigir regalias; a classe média, que tem paladar mais exigente e selecionam a ração ruim da boa, que querem água limpinha o tempo todo, mas na hora da bagaceira cedem e se misturam; e, por fim, temos a nobreza, os príncipes e princesas da casa que não se misturam com a gentalha, ou melhor, com a gataiada. Essa última classe esnoba pra valer, se posicionam iguais aos soldados do Palácio de Buckingham aguardando a comida sempre no mesmo lugar, na mesma hora. Só querem dormir junto aos donos, porque querem sempre o melhor lugar. Já houve um que subia na cadeira na hora do almoço e só faltava dizer: ei! ponham meu prato! Tem os que chegam da balada de madrugada e miam pra gente abrir a porta da frente igual uma visita, e ficam lá pacientemente aguardando.

Se tem uma coisa que eu admiro neles é a persistência, principalmente dos nobres, porque mesmo quando eles cedem eles não abaixam a cabeça e sabem do seu lugar de destaque, do seu valor e do apreço especial do dono por eles. Miam pra chamar atenção quando querem algo, gostam de carinho, conversinhas e mimos. Me fazem companhia sem pestanejar, desde que eu deixe o melhor lugar do sofá pra eles.

Gatos se entediam facilmente, e por isso estão sempre em busca de novidades, sejam novos brinquedos ou brincadeiras, até a exploração de novidades pela casa, porque aqui não, mas todo mundo sabe que a curiosidade acidentou o gato. Gatos gostam de marcar território de uma forma um pouco trabalhosa de corrigir e limpar, mas às vezes por causa da curiosidade nata permitem que novos gatinhos se juntem à prole e até os protegem.

Tem ainda os gatos clandestinos, que vão chegando em busca de um pouco de comida e vão ficando, mas aqui tem uma regra: só fica quem aceita carinho. Muitos correm, mas alguns cedem e, é lógico que todos passam pela escolha do nome através do comportamento que demonstram ter, coisa personalizada mesmo.
Hoje temos: Bolo (Flandré, Batman), Mouse, Narizinho, Tempestade, Pitoco, Raposinha e Miséria. Quem lê o blog deve lembrar que a infestação de gatos aqui em casa é culpa de Miséria, que graças ao Bolsa-Whiskas milagrosamente teve sua saúde e fertilidade ímpar restauradas e promoveu o repovoamento da Rua do Sol, 247, começando com o abandono de meu saudoso Farturinha. É coisa de louco, mas quem aqui chegar só sairá alimentado e será removido apenas para local seguro.

Sei que gatos dão trabalho e são como crianças. Às vezes tem uns adolescentes rebeldes também, mas nada que um carinho, uma conversinha e um bom aperitivo não resolvam. É por isso que eu amo, admiro, paro para contemplar seus momentos de sono e até levanto mais cedo para alimentá-los. Gatos, como não amá-los? É por isso que meus gatos serão sempre meus gatos.


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

SO THIS IS WHO I AM

Por mais que a gente se esforce, não é mudando a cor do cabelo ou a frase do status que vamos explicar às pessoas uma coisa: veja bem (literalmente também!), eu sou assim...posso mudar, é claro, mas eu costumo ser assim. Estou dizendo isso porque muita gente já acreditou que eu sendo educada e prestativa, fosse também manipulável e bobinha. Pensavam que por ser certinha, nunca fosse falhar; que sendo afetiva, fosse uma carente necessitada sabe lá de quê; por fim, que sendo generosa nunca fosse dizer não ou dar uma resposta certeira e amarga, frequentemente sendo interpretada como "ignorante" ou grossa.

É por isso que sendo proveitoso ou pertinente, acolho críticas na medida da razão ou da empatia. E evito, sabe Deus como eu evito, responder um comentário ofensivo ou rebater uma inverdade. E o melhor de tudo é quase sempre deixar pra lá, coisa que com a idade só se consolida. Caminhar com minhas opiniões formadas e informadas, ter consciência dos limites da emoção e saber como lidar com perdas e ganhos é só um quesito a mais que se confirma a cada desafio que surge nas estradas da vida.