quarta-feira, 6 de maio de 2026

SE PESAR MUITO, NÃO CABE MAIS!

 Estava refletindo sobre a máxima que diz que "ninguém é insubstituível". Aprendi essa frase, e continuo aprendendo a lição, há muitos anos atrás numa jornada pedagógica, naqueles bilhetes colados num bombom que quase todo professor recebe nesses eventos. Nela falava-se do Sol imponente pondo-se atrás dos montes e perguntando quem o substituiria, ao passo em que uma humilde lamparina de barro respondeu que faria o melhor que pudesse. Pesquisando mais agora, descobri que essa parábola é atribuída a Tagore e no final do bilhete vinha a frase já citada. Parecem coisas aleatórias, mas eu nunca me esqueci. E pra ser mais aleatório ainda, pensei em escrever esse post por causa de um trecho de "Música Urbana" de Capital Inicial e das reflexões que ando fazendo sobre pessoas que entraram e saíram da minha vida e o mundo não se acabou. Muito pelo contrário, ao sair deram espaço pra que outras chegassem. Fui atrás da letra, porque o que Dinho canta nem sempre dá pra entender, e me deparei com:

"Não me importam os seus atosEu não sou mais um desesperadoSe eu ando por ruas quase escuras, as ruas passam..."

E não é somente sobre pessoas, mas coisas, serviços, sistemas, situações, hábitos: tudo um combo de fatores que estão na nossa rotina fazendo-a funcionar como queremos ou como precisamos. Mas tem horas que a gente precisa entender que alguma peça da engrenagem está gasta, que até daria pra botar um óleo, mas é melhor substituí-la. E é isso que não tenho mais medo de dizer adeus ou vamos parar por aqui, sem levar pra o coração nem gerar ressentimento, porque meu emocional desgastado não é passível de ressarcimento. 

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