sábado, 5 de novembro de 2011

FILOSOFANDO COM RENATO LIRA

Não se preocupe, que o amor que acende a lua acenderá outros corações across the universe...nothing gonna change our world!

Eu tenho um desejo e um coração
Tenho coragem e sei quem eu sou
Eu tenho um segredo e uma oração
Vê que a minha força é quase santa
Como foi santo o meu penar
Pecado é provocar desejo
E depois renunciar
(Legião Urbana)


TUDO NOVO DE NOVO



Horas ao telefone e a mesma queixa recorrente: a indecisão masculina. A mesma reclamação da sensação de ser deixada em stand-by, de ser a amiga step para todas as horas, de aproximação/distanciamento, diálogo/silêncio, presença/sumiço. Paralelo a isso, uma fala brilhante: "amiga, não aguento mais trocar o pneu do carro andando!"

Por que pessoas indecisas se aproximam tanto de pessoas centradas? Alguém respondeu: "porque é sempre assim, eles precisam de um porto seguro". Sim, mas não é justo ser o ponto de apoio sem receber nada em troca. Adele canta "It's time to say goodbye to turning tables", enquanto Tears for Fears completa "I can´t stand this indecision married with a lack of vision". Recomeçar é sempre tão difícil...se a provação lapida, eu já estou quase virando diamante!

Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim


Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim


É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos


Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou


E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou


Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos


(Paulinho Moska)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

BARULHINHO BOM

A princípio, pensei que era Chico César ou algum novo cantor de voz abaianada, com todos os "ós" e "és" enfatizados, mas era Caetano que estava cantando esse barulhinho bom "Pra te lembrar", minha gente! Lembra música de barzinho de praia...


Que é que eu vou fazer pra te esquecer?
Sempre que eu já nem me lembro, lembras pra mim
Cada sonho teu me abraça ao acordar
Como um anjo lindo


Que é que eu vou fazer pra te deixar?
Sempre que eu apresso o passo, passas por mim
E o silêncio teu me pede pra voltar
Ao te ver seguindo


Que é que eu vou fazer pra te lembrar?
Como tantos que eu conheço e esqueço de amar
Em que espelho teu, sou eu que vou estar?
Ao te ver sorrindo


Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nenhum adeus vai apagar...



POR ONDE ANDA PANDORA?

Faz 3 anos que me separei de duas coisas lindas que pintaram em minha vida: Isabor e Pandora. Sempre quis criar cachorros, mas meu pai não deixava, até o dia que aluguei uma casa combo: casa + móveis antigos + 2 cadelas-brinde. No começo foi difícil se acostumar com a manifestação exagerada de carinho delas, as patas sujas na roupa, as sacolas de compras rasgadas, a necessidade de atenção e a limpeza dos detritos gerados pela comilança de ração.

Quando eu me acostumei, o dono da casa arranjou um receptor pra Isabor, cadela da raça labrador, de pelo espesso e negro, de olhos atentos e hiperatividade constante. Com sua partida, Pandora, da raça boxer, de pelo branco e manchas marrons, com seus dentinhos atrofiados, caiu em depressão! Haja carinho, atenção, passeios e muitas regalias para Pandorinha voltar ao normal. Mal sabia eu que tinha ganhado uma cadela de guarda de primeira, super protetora, que acordava até de madrugada se eu sussurrasse da janela, caso suspeitasse de algo estranho. Nossas diversões incluíam atirar uma bola de tênis que ela se esbagaçava pra pegar primeiro que eu e fingir que não ia mais me devolver, ver TV, assustar o povo na rua (porque ela se parecia com um pitbull). Quando ela estava de castigo fazia cada olhar, baixava a cabeça de um jeito que só faltava falar, e eu dizia: Pandorinha, vc é a carência em forma de cadela!

Tivemos que nos separar somente porque trazê-la pra Bahia ficaria muito caro...se naquela época eu fosse funcionária pública federal teria bancado toda a despesa para tê-la comigo! Esses dias, fuçando arquivos velhos em um pen drive, achei o cartaz da nossa despedida, que meus amigos ainda hoje dão gargalhadas com minha criatividade. Detalhe: essa foto não é a original, pois Pandorinha é muuuuuuito mais bonita, com pedigree, cartão de vacinação e tudo nos conformes!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

MAPA DA VIDA

"Quando um não quer, dois não podem ser felizes"

Dialogando com minhas colegas de curso em Brasília, ouvi vários pontos de vista sobre o agir ou o se omitir no mundo dos relacionamentos. Fiz ouvido de mercador para várias coisas, porque mesmo que me digam frases prontas, não me acostumo a seguir receitas (teimosia de INFJ!). E mesmo que os conselheiros percebam que não acatei de bom grado certas dicas, e mesmo que sucedam críticas e julgamentos, não adianta: eu sigo e vivo aquilo que eu acredito, aquilo que é fruto de minhas vivências, impressões e conclusões.

Durante o curso, toda vez que falavam no Mapa da Vida, eu pensava: temos que chamar o Rodrigo Lombardi! Afinal de contas, é ele quem é o astro!rsrs. No tocante ao tema que segue, devemos mesmo aplicar o Mapa da Vida para obter informações relevantes, que podem garantir o sucesso ou a imprecisão no mundo imprevisto dos relacionamentos. Vamos lá às 3 questões fundamentais dessa investigação quase CSI:




1) Como vc era?
R: O passado de alguém, por mais que queiramos ignorar, não passa batido, porque somos fruto do que vivemos ou escolhemos. "E a tua história eu não sei, mas me diga só o que for bom". Quando há uma amizade ou coleguismo prévio, dá pra conhecer alguma coisa porque não há necessidade de querer mostrar só o lado bom o tempo todo. Naturalmente, dá pra saber as respostas das perguntas seguintes.

2) Como vc quer ser?
R: Em que fase da vida essa pessoa está? Será que ela quer um compromisso? Será que ela sente mesmo necessidade de partilhar a vida e seu cotidiano ordinário ou extraordinário com alguém? Ou será que essa pessoa quer continuar vivendo solto sem se envolver de verdade com "ninguém"? Por mais que se olhe com afeto, carinho, compaixão, tolerância, não dá para obedecer aos feromônios, hormônios ou afins e se lançar com tudo. Em certos estágios da vida não dá mais pra bancar a adolescente apaixonada, a princesa encantada, a Branca de Neve que despertou e se jogou nos braços do primeiro que viu.

3) Onde vc quer chegar?
R: Além de ser imprescindível saber sobre isso, deve-se também fazer essa pergunta a si mesmo, porque quem não sabe o que procura não vê aquilo que encontra. Se vc quer chegar a Paris, mas o parceiro não tá a fim de cruzar o oceano; se vc curte um conjunto de coisas que o parceiro não dá o menor valor; se o digníssimo não sabe diferenciar o podrão do Subway; se o carinha chegou na sua vida e quer mudar sua rotina, criticar seus amigos e costumes e não entrar no seu mundo, vc decide: será que realmente vale a pena meter o pé na jaca, se contentar com metade do que vc almeja só pra não ficar só?

Sei que a discussão é longa e os pontos de vista individual ou coletivo, que não há fórmulas prontas, que cada um pode ir até seu limite ou extrapolá-lo e quebrar paradigmas para viver o que quiser, mas eu prefiro ficar com a visão de Rapunzel. Ela estava ali não por vontade própria, mas por condições que a própria vida gerou. Ela poderia ter se jogado da torre e ido à caça, mesmo se ferindo ou passando frio na floresta. Ela, com certeza, lutou, mas muitas vezes também ela sentou e chorou; porém, sempre voltava a cuidar de si e a olhar para fora. Então, quando surgiu uma possibilidade ela pôde ouvir, caminhar até a janela, olhar, dialogar e estender a mão, ou melhor, jogar a trança e mostrar o caminho àquele que, de fato, estava disposto a conhecê-la de verdade e permanecer em sua companhia.


PS: Devo os créditos desse post às agradáveis horas que passei jogando conversa fora e aprendendo com as mulheres mil Suede, Juli, Ludmila, Marcília e Rae.


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

NO MUNDO DE ALICE BANDEIRA


Alice intensa!
Alice essência!
Alice não escreva aquela carta de amor!
Que o efeito pode ser devastador
Que nem tsunami e terremoto
Lá pras bandas do Oriente


Mas se o amor for reincidente,
Recorrente e remanescente
Insista!Invista!Reincida!
Mesmo que ele tenha medo das suas idéias
“Porque, Alice, você precisa ser tão sincera?”


Alice latente!
Alice nascente e poente!
Agora é tudo ou nada!
Por que tantos sonhos morrem em poucas palavras?
Por que o coração não está pronto
Para acolher, receber e conceber
Luminoso amor
Cheio de finos tratos para fino tato


Selecione!Colete!Eleja!
Não fique com o coração do tamanho de uma cereja!
Exploda, remova e explore
Com faíscas e afinco
Cada jade dessa mina
E viva com o valor de muitos quilates
Aquilo que lateja o coração!


(JORLANE, Flávia)
PS: Escrito para a aluna-amiga de tds as horas, poemas, music and bobeiras!)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

EU APENAS QUERIA QUE VOCÊ(S) SOUBESSE(M)



Pensei muito sobre o que escrever acerca dos últimos acontecimentos e me lembrei muito de uma música que eu cantarolava na UFS com minha amiga-irmã Marisinha, para quem tenho ligado com frequência. Quando já se viveu muito (quanta pretensão!) é realmente natural que se prepare melhor para as adversidades e tenho visto isso acontecer comigo diante do insólito cenário que se instalou no meu trabalho (que não é emprego, e sim concurso!). Falo "se instalou" porque quando vejo pessoas com belos discursos e posturas questionáveis, penso mesmo que estou numa peça, dessas com ingresso a 1 real ou 0800, que a gente só vai assistir em nome da cultura e para valorizar os atores.

Com o tempo, a idade e a experiência (muito frágil ainda) e gente passa a não depender mais de elogios, predileções e aplausos...passa também a não se importar com o que acham da gente, quando o que nós mesmos achamos da gente é o que importa, especialmente quando buscamos ter uma vida íntegra que prima pelo bem do outro, mas pelo nosso também. Contribuições sempre vêm de amigos, de pessoas muito próximas que nos acompanham por muito tempo e nos conhecem mais um pouquinho. Mas, com o tempo a idade e a experiência (repito!), ofensas e impropérios doem menos, atingem-me apenas superficialmente e o que parecia uma tempestade acaba sendo uma grande faxina, levando o que era frágil e volátil para bem longe, restando apenas as rochas firmes e inabaláveis.

Poucos irão compreender e não perco mais tempo tentando explicar, nem fico triste se não entendem que minha semeadura sempre gera frutos, que reconhecimento é coisa certa e vem de onde menos se espera, de corações puros que vêem além. Por isso, agradeço a todos que acompanharam minha vida profissional desde o comecinho até eu chegar onde cheguei, onde escolhi chegar e onde Deus preparou para mim o solo que meus pés desejaram pisar. Hoje faço 3 anos de doutorado e 1 aninho de IFBA e sei que continuarei sempre melhorando e dando muito orgulho àqueles que escolheram fazer parte da minha vida!

"Incomoda muita gente
Se você vai fundo no que faz
Incomoda o seu caminho diferente
Incomoda um ser humano singular
Na esquina do horizonte com seus olhos
Pixo o muro pra você se lembrar
Tudo o que eles querem é te usar
Saco de pancada, boi de piranha
De suas dúvidas
Alguém que simbolizará
Mesmo sem querer
Uma insuportável vontade de viver"
(Graffitti-Guilherme Arantes)