terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

ERIKA RÚBIA SOBERANA GUIMARÃES E O QUE ELA QUISER SER!

"E a vida tão generosa comigo, veio de amigo a amigo, me apresentar a você". (Jorge Vercillo)

Tem pessoas que surgem na nossa vida no momento exato, e mesmo entre idas e vindas, nunca mais sai, porque escolheu ficar. Foi  assim que aconteceu a minha amizade por Erika, que minha mãe e irmãs chamam carinhosamente de Erikinha sem nem terem convivido tanto com ela, mas apenas por saberem de sua existência. 

Tudo começou em 1995, quando não existia celular nem internet e a comunicação era realmente orgânica e espontânea. Acho que tive muita sorte, pois uma prima cismou de me falar que a amiga da escola tinha uma prima chamada Erika que cursava Engenharia Química na UFS. Logo depois, voltei para as aulas em Aracaju e eis que na chamada o professor chamou uma Erika. Como eu sabia que a turma era mista, me aproximei e perguntei àquela menina que sempre usava saia (o que significava uma possível coincidência, pois ela era Adventista) se ela era prima de Aldenice. E não é que era mesmo! Aí eu grudei logo, pois sendo ela de PA entenderia a dimensão da minha saudade e da adaptação à vida na capital. 

Mas na turma também surgiram outras amizades de uma vida inteira que me salvaram daquela solidão de livros e de estranhamento do novo, da diversidade e do vai e vem de gente diferente e anônima. E a gente só se esbarrava meio ao acaso uma vez perdida, mas era sempre bom e a gente sempre tinha assunto que ficava devendo pra o próximo encontro que Deus haveria de providenciar. E nesse ritmo incerto, a gente nunca se separou. De lá pra cá, foram muitas risadas, lágrimas, conquistas, blogs, letra de música e poesias. E como somos de Exatas, poderíamos até dizer que nossa relação daria uma constante do SI, rs.

Espero que nos próximos dias, meses e anos venham mais e mais sonhos realizados e objetivos alcançados, e que eu possa continuar fazendo parte da sua vida, mesmo a 280 km de distância, mas testemunhando as bênçãos do Senhor em quem sempre esperamos e que nunca nos decepciona. Feliz aniversário, amiga!

sábado, 31 de janeiro de 2026

A QUIETUDE É A CHAVE

 "Uma criança sossegada, deitada de bruços...As nuvens passando sobre as asas de um avião, seus exaustos passageiros pegando no sono. Um homem lendo em seu assento, uma mulher dormindo. Uma comissária de bordo descansando os pés."

Ganhei o livro que intitula esse post de uma amiga querida, ex-aluna, que chegou e nunca mais saiu de perto. Mantivemos essa amizade por cartas ou email, depois SMS, WhatsApp. Porque quando as pessoas querem elas dão um jeito de se encontrar mesmo à distância.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

DIA DO GATO PRETO

 "O gato preto cruzou a estrada", mas outros simplesmente chegaram por abandono das mães ou dos humanos mesmo. E assim, nesse dia dedicado ao gato preto, venho citar os meus felinos dessa cor, cuja personalidade sempre foi calma e terna. Minha saudade hoje vai pra Bolo e Pescoço, que partiram de forma trágica, mas foram felizes e brincaram muito enquanto viveram.

Atualmente cuido de Bolinho, Rabo de Nó (nosso vovô de 10 aninhos), Zeca (o mais dengoso e quebrou o paradigma de me fazer dormir com gatos) e Black, que literalmente cruzou a estrada e trouxe de brinde Friday, um frajola tão manso que ganhou um segundo nome: Menino Bom! Mas que na primeira aventura nos telhados se perdeu e não voltou mais. 

Fica aqui a dica de adoção e contra o preconceito a meus "negros gatos": são companheiros leais, amorosos e amam um dengo. Sorte de quem adotá-los!

domingo, 1 de junho de 2025

COMO LIDAR COM A FALTA DE APOIO FAMILIAR?

Seja seu próprio apoiador:

  • Concentre-se em seus pontos fortes, pratique a gentileza consigo mesmo e procure manter um diálogo interno positivo. 
  • Busque apoio em outras redes:
    Estabeleça conexões com amigos, grupos de apoio ou comunidades que compartilhem seus interesses e valores. 
  • Defina limites:
    Aprenda a identificar e comunicar seus limites em relação aos membros da família que não oferecem apoio. 
  • Procure ajuda profissional:
    Se a falta de apoio familiar estiver causando sofrimento emocional, considere buscar apoio de um terapeuta ou psicólogo. 
  • Priorize o autocuidado:
    Crie hábitos de autocuidado que promovam seu bem-estar físico e emocional, como exercícios, meditação ou hobbies. 
  • Lembre-se da importância da resiliência:
    Desenvolver a capacidade de lidar com as adversidades e superar as dificuldades é fundamental para lidar com a falta de apoio familiar. 
  • Busque alternativas para construir uma rede de apoio:
    Explore grupos de apoio, comunidades online ou até mesmo grupos de mães/pais que possam oferecer suporte emocional e prático. 
  • Não se compare com outros:
    Cada família e cada indivíduo tem sua própria dinâmica, e não há uma maneira "certa" de ser apoiado. 
  • Comunicação é fundamental:
    Se você está abertamente comunicando a necessidade de apoio e não o está recebendo, considere procurar ajuda para lidar com a comunicação familiar ou mesmo optar por um distanciamento emocional, se necessário. 
  • Cuide da sua saúde mental:
    A falta de apoio familiar pode ter um impacto significativo na saúde mental, por isso, é importante estar atento a sintomas de depressão, ansiedade ou outros problemas emocionais e buscar ajuda profissional se necessário. 
  • Não se culpe:
    A falta de apoio familiar não é culpa sua. É importante lembrar que nem todos os membros da família conseguem ou querem oferecer o suporte necessário. 
OBS: Texto gerado pela IA em busca no Google com a tag "quando não temos apoio na família".

PELO AVESSO

 "Muitas vezes as mulheres se sentem estranhas no mundo. Elas conhecem a sua dupla origem. Tem a sensação de que vieram de um outro mundo. Para os homens muitas vezes a mulher é um ser impenetrável, que eles não conseguem entender, e que apesar de toda proximidade e toda fascinação permanece estranho. A estranha é uma imagem arquetípica. Quando as mulheres se confrontam com essa imagem elas se entendem melhor e aprendem a se equilibrar. Não precisam se desculpar por terem vindo de um mundo diferente do ambiente superficial do mundo no qual vivem. São gratas pelo mistério que abrigam, pelo que é estranho, desconhecido, indescritível nelas. É o que constitui a sua dignidade." (Anselm Grum - Rainha e Fera: mulher, seja o que você é!)

domingo, 20 de abril de 2025

LICENÇA PARA DORMIR

"De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. (...) Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. (...) Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico."

Li essa crônica de Clarice Lispector e selecionei recortes que me lembraram períodos terríveis de insônia, onde nenhum remédio fez o devido efeito sem me deixar grogue no dia seguinte ou exausta de um sono automático. Infelizmente, muitos podem ser os fatores. No meu caso foi stress, preocupação e, por fim, disfunção da tireoide. 

Dá um certo desespero quando os dias se passam e isso não se resolve, acordar no meio da noite e lembrar que 7h tenho que estar no meu trabalho conduzindo uma sala de aula. E a pessoa aqui tentou de tudo, de fitoterapia aos óleos essenciais, mas uma mente que não desliga infelizmente manda no organismo. Esse post não é de utilidade pública, mas eu digo logo a todo mundo que se queixa: não deixe que ela se instale e procure logo ajuda. Busque a higiene do sono, boas leituras, reduza o estímulo das telas, faça terapia, consulte um bom médico e se não gostar, procure outro, mas não fique só é insônia nessa.

terça-feira, 31 de dezembro de 2024

ADEUS 2024

"O último dia do ano não é o dia do tempo", diz Drummond num poema mais complexo que o instagramável Receita de Ano Novo. A espiral do tempo cumpriu um ciclo mais uma vez e parece que girou bem rápido, mas rápido até demais.

Ficam as lembranças nesse ano de tantos revezes, idas e vindas, de cinco pessoas especiais que partiram. Algumas aos poucos, outras de repente, mas tão de repente que até hoje penso que irei reencontrá-las. Como esquecer Dolores e nossas tiradas ácidas, tio Daniel e sua doçura, Alex e seu riso fácil, Dona Márcia "minha mãe carioca" e suas receitas e conselhos sábios? Pra terminar esse leque de perdas, como entender que Marisa não está mais aqui se estava comigo o tempo todo? Minha irmã preta de alma colorida, que me ensinou boa parte do que sei da vida, onde quer que você esteja, que esteja cercada de luz e amor.