Lá vem eu falar novamente de perfume. Mas quem mandou a perfumista Mônica Rosseto "recitar" um texto da enigmática Clarice Lispector sobre esse tema que amo desde que me conheço por gente? Recordo de meus primeiros aniversários onde a minha alegria era a mesma se eu ganhasse livros, brinquedos ou perfumes e sabonetes. Tinha um que vinha envolvido numa espuma. Já procurei muito em sites que trazem relíquias dos anos 80 e não encontrei ainda. E antes que os puristas venham querer diferenciar os termos comercias, sim eu sei bem o que é colônia, EDT, etc. O que importa mesmo é o cheiro, que como Clarice diz, depende também da pessoa, o que traduzindo seria quase como uma questão de personalidade, além de ser também tecnicamente uma questão de pele e de percepção olfativa.
Ficam assim o trecho abaixo e a questão: qual era o perfume preferido de Clarice? No site do Estúdio Olfativo Goodsmell a sugestão é que seja o Vert et Blanc da Maison Carven, classificado como Chipre Floral de 1958, segundo o site Fragrantica.
“Já falei do perfume de jasmim? Já falei do cheiro do mar. A terra é perfumada. E eu me perfumo para intensificar o que sou. Por isso não posso usar perfumes que me contrariem. Perfumar-se é uma sabedoria instintiva. E como toda arte, exige algum conhecimento de si própria. Uso um perfume cujo nome não digo: é meu, sou eu. Duas amigas já me perguntaram o nome, eu disse, elas compraram. E deram-me de volta: simplesmente não eram elas. Não digo o nome também por segredo: é bom perfumar-se em segredo.”