quinta-feira, 18 de junho de 2020

QUIMICAMENTE FALANDO...(I)

                    

O Dia do Químico é celebrado no dia 18 de junho, pois foi nessa data que o antigo presidente, Juscelino Kubitschek, assinou a Lei n° 2.800/1956, também conhecida por "Lei Mater dos Químicos", que criou os Conselhos Federais e Regionais de Química e regulamentava a profissão.

Pesquisando mais sobre esse dia, trago abaixo recortes muito interessantes do artigo "Uma breve história da química brasileira", que tratam do que hoje é tão comum para alunos, professores, pesquisadores e técnicos dos mais diversos ramos atuais dessa ciência incrível que eu amo!
  • Primeiro curso:
O primeiro curso foi de química industrial, no nível técnico, no Makenzie College que, quatro anos depois, em 1915, se tornou curso de nível superior. Neste mesmo ano, foi criada a Escola Superior de Química da Escola Oswaldo Cruz. Mas, a explosão dos cursos regulares de química só viria a ocorrer a partir do artigo "Façamos químicos", do farmacêutico formado pela Faculdade de Medicina da Bahia, José de Freitas Machado, publicado, em 1918, na Revista de Chimica e Physica e de Sciencias Histórico-Naturaes. A presença de Freitas Machado no cenário da química no país estendeu-se até o ano de 1946, quando se aposentou pela Escola Nacional de Química, hoje Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da qual foi o primeiro diretor (1934-1935).
  • Primeiro Instituto:
Em 1918, ocorreu a criação do Instituto de Química, idealizado pelo médico Mario Saraiva e por ele dirigido durante vinte anos. Na origem desse instituto, está o Laboratório de Defesa e Fiscalização da Manteiga, cujo principal propósito era a análise da manteiga consumida no Brasil, toda ela importada da França até fins da década de 1920. 
  • Primeira Associação:
Em 1922, foi criada a Sociedade Brasileira de Chimica como uma das decisões do primeiro Congresso Brasileiro de Química, que ocorreu naquele ano, no bojo das celebrações do primeiro centenário da independência do Brasil. Em 1933, a grafia foi alterada de chimica para química, e a Sociedade existiu até 1951. Seu primeiro presidente foi José de Freitas Machado, após a presidência provisória do professor Daniel Henninger, da Escola Politécnica.

O artigo completo está disponível em: http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252011000100015






domingo, 31 de maio de 2020

MAIO IS GONE...

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Maio
Já está no final
O que somos nós afinal
Se já não nos vemos mais?
Estamos longe demais
Longe demais
Maio
Já está no final
É hora de se mover
Prá viver mil vezes mais
Esqueça os meses
Esqueça os seus finais
Esqueça os finais
(Kid Abelha)

MAIS TEMPO SÓ PRA MIM!

                                  Vem nesse rolê do autocuidado conta para gente o que você precisa ...


Olhei para esse checklist da imagem acima e pensei: o que posso acrescentar e o que ainda posso fazer por mim nessa quarentena?

1- Ler os livros encalhados
2- Assistir novela com meus pais
3- Fazer as refeições em família
4- Ler/assistir jornais
5- Cortar as unhas com calma
6- Revisar assuntos difíceis de aprender
7- Curtir meus gatos

sexta-feira, 29 de maio de 2020

quinta-feira, 28 de maio de 2020

COZINHA TERAPIA

                                   Cozinhaterapia | Citações, Palavras, Pensamentos

Nessa quarentena ad infinitum ir ao mercado virou quase uma operação de guerra. Escolho a hora, vestimenta, faço a lista, mentalizo a localização dos produtos, ponho a máscara e lá vamos nós, já consciente de que a maratona não acabará simplesmente quando eu chegar em casa por conta da etapa final de limpar todas as embalagens.

Mas aí vem o tempo ocioso, a reprise do Masterchef, o tempo e a vontade de testar receitas e a recusa em ficar vendo receitas no Youtube para não ampliar a fome imaginária e a frustração de evitar ir ao mercado e não poder flanar, ler rótulos e aprender futilidades. Tento dissolver esse sentimento preparando coisas simples e práticas para animar os bom de garfo aqui de casa, e acabo cedendo à tentação de esmiuçar os temas das competições e aproveitar para aprender com esse tempo de sobra os termos de culinária mencionados. A cada episódio que revejo é como se estivesse sentindo tudo de novo, e aprendo não somente com o objetivo das provas, mas com todo o fazer e agir envolvidos. 

Cozinhar envolve processos, como se fosse um laboratório de química: instrumentos diversos e curiosos, pia, bancada, armários, refrigerador, aquecedor e substâncias cada uma com suas particularidades. Há dias em que só sou assistente e lavadora de louça. Noutros me atrevo apenas a dar uns palpites. Cozinhar é um gesto de autocuidado, é se amar sob medida, e de forma consciente ingerir o que lhe faz bem. E quantas coisas podem se apreender desse gesto em ação? Muitas! Nesse relato de Rodrigo Vilasbôas encontrei algumas pistas para ilustrar o quanto é terapêutico adotar essa prática para além da pandemia:

"Para fazer tudo isso antes de qualquer coisa eu tive que “parar” – frear a velocidade desse mundo rápido e agressivo que vivemos para experimentar, através das receitas, uma outra experiência de tempo – um tempo lento, que corre diferente, que precisa respeitar o tempo dos processos naturais, um tempo que me fez pensar em como eu estava usando e experimentando o próprio tempo da minha existência. A verdade é que eu entendi mais do que nunca o quanto perdemos por causa da nossa pressa, da nossa incompreensão das coisas e do tempo que elas precisam levar para ficarem prontas. Cozinhando assim, eu tive então “tempo” de pensar na minha relação com a natureza quando escolhia ingredientes e quando os tratava de determinado modo, tive tempo de compreender o que de bonito acontece quando esperamos, tive tempo de me acalmar depois de dias complicados enquanto estava ali, cortando uma cebola, por exemplo.  Tive tempo de pensar no quanto minhas escolhas impactam o mundo que eu habito. Tive tempo de pensar nos meus afetos e elaborá-los, enquanto construía uma refeição com minhas mãos. Tive tempo, inclusive, de me lembrar do quanto a cozinha é simbólica na minha vida e é, há tantos anos, o meu divã – lugar onde eu sempre pude me encontrar em paz comigo mesmo."

quinta-feira, 30 de abril de 2020

ABRIL PANDÊMICO

Muitos tem repetido que nada será como antes, mas acho que isso depende muito do que se quer, de olhar para dentro e de reavaliar valores, posturas, consumo, planos e emoções. O tempo está aí sobrando e revelando ou reforçando comportamentos. Uns estão mais empáticos, outros mais neuróticos, enquanto alguns continuam no mesmo status quo.

Sinto que é a hora de colocar em prática pequenas mudanças para quando tudo isso passar os novos hábitos estarem naturalizados. Sinto-me como nesse trecho de Abril (Adriana Calcanhotto), revendo  tudo, limpando as gavetas e ficando somente com o essencial.

"Sinto o abraço do tempo apertar
E redesenhar minhas escolhas
Logo eu que queria mudar tudo
Me vejo cumprindo ciclos
Gostar mais de hoje e gostar disso
Me vejo com seus olhos, tempo
Espero pelas novas folhas
E imagino jeitos novos
Para as mesmas coisas
Logo eu que queria ficar
Pra ver encorparem os caules
Lá vou eu
Eu queria ficar
Pra me ver mais tarde
Sabendo o que sabem os velhos
Pra ver o tempo e seu lento ácido
Dissolver o que é concreto"


quinta-feira, 16 de abril de 2020

ACHADOS DA QUARENTENA #3- VIVI EU VI

Essa moça, Vivi Villanova, dispensa apresentações. Nenhum canal de arte vai ter atualidades, museus, cinema, livros e um quadro 50 fatos sobre Aleijadinho, Tarsila do Amaral, Rembrandt, Magritte, Andy Warhol, Salvador Dali e mais um monte de gente famosa disposta em vídeos impecáveis e extremamente bem pesquisados. Apenas confiram!