"Minha mãe me deu ao mundo
De maneira singular
“Eu não sou uma profissional, eu só escrevo quando eu quero. Eu sou uma amadora e faço questão de continuar sendo amadora. Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo para mim…” (Clarice Lispector)
"Minha mãe me deu ao mundo
De maneira singular
Peguei carona nesse título de um post da Cristal Muniz do blog "Uma vida sem lixo", e se eu já me incomodava com o excesso de plásticos e enfeites passei a ficar mais alerta ainda.
Eu sei que as embalagens tem sua função de proteger, instruir e comercializar o produto, tornando-o muitas vezes mais atrativo. Gosto de ler, analisar e curtir a criatividade de quem pensou e produziu uma caixinha ou um frasco tão bacanas. Mas considerando que a reciclagem no nosso país ocorre ainda em uma proporção irrisória, comecei a pesquisar como presentear gerando menos resíduo, e em como aproveitar o máximo que puder embalagens que, honestamente, seria um desperdício jogar fora.
Na minha casa, atualmente, juntamos embalagens plásticas para uma família que vive disso. Minha mãe fez sacolas com lençóis velhos de doação e também convidou um vizinho para auxiliar.
Quando recebo uma compra em uma caixa tento usá-la como uma nova embalagem ou levo para uma prima que vende pela internet. Aprendi com um amigo a desmontar a caixa dos Correios para remontá-la ao avesso. Por fim, quando não acho uma solução imediata, guardo para uma futura necessidade.
E as ecobags? Muitas vezes até ganhamos em algum evento e esquecemos de usá-las. Reativei as minhas e estou levando pra tudo quanto é lugar. Vou até deixar uma no carro de reserva!
Pra encerrar, o que fazer com embalagens de presente? Seguindo a proposta dos 8R's da sustentabilidade (confira aqui!), uma solução é repassar para brechós ou feirantes (eu faço isso!) ou guardar algumas para reutilizar. São pequenas mudanças que aos poucos podem gerar bons hábitos.
Li o termo acima pela primeira vez no site Beleza do Campo. O preço do item era atrativo por causa da validade próxima e depois disso já testei vários produtos que desejava conhecer a um preço acessível, já que cada vez mais tenho me interessado por cosméticos com ativos naturais.
O tema é muito abrangente e envolve de análise de rótulos a perfil do fornecedor, com direito a um toque de minimalismo. Além disso, apesar da desigualdade o consumismo atinge várias camadas sociais, e a consequência direta é o volume absurdo de lixo mal descartado e não reciclado. Ou seja, não basta só ser vegano ou orgânico, vai muito além desses selos.
Pensando nisso, selecionei 3 sites que trazem ideias bem interessantes. Mesmo não aderindo a tudo, passei a pesquisar e refletir pra começar mudando aos poucos.
PS: Coincidência ou não, todos foram idealizados por mulheres que decidiram fazer a diferença. Boa leitura!
Que venham os próximos com muita saúde, encontros e amor, e muitas aventuras só pra não perder o costume. Te amo, painho!
Ouvi esse trecho do conto O Espelho de Guimarães Rosa numa novela e fiquei pensando no que escrever sobre, já que tantas vezes na minha condição humana procuro explicações ou sinto-me entediada. É como se eu estivesse no fim da jornada letárgica e sofrida da pandemia e começando a ver o horizonte com mais nitidez, numa perspectiva de ontem, hoje e amanhã.
Passando a vida a limpo, relembrei as pessoas amigas com quem reatei contato, os pequenos ganhos e os avanços nas relações interpessoais. Respirei aliviada pelas que quiseram sair da minha vida e agradeci a Deus, mesmo sem entender, a princípio. Aceitei melhor as dualidades do cotidiano, as interrupções da jornada respeitando meu tempo de absorção ou adsorção das boas ou confusas marés de acontecimentos, com suas ausências imprevisíveis e admiti que perder o controle é a coisa mais comum que há. Continua...