quinta-feira, 29 de outubro de 2015

2 x VOZ E VIOLÃO

Sabe aquelas músicas que marcam gerações? Existem 2 delas que até hoje tocam nas rádios e que me acostumei a ouvi-las em vinhetas de troca de programa em rádios. A primeira, Bizarre Love Triangle da banda australiana Frente!, é cantada por uma voz meio adolescente e soa como outra canção diante da original. Juro que eu tentei ouvir o New Order cantando, mas parece algo desafinado e desarranjado diante do casamento perfeito entre o violão e a voz de Angie Hart. Outro exemplo extremamente impregnante foi More Than Words do Extreme. A canção foi um fenômeno mundial e a conheci pelo clip que passava na TV Bahia. Não tinha como não parar e ficar encantada como aqueles 2 moços cantando alguma coisa que eu não entendia, mas que representava no coração de toda a galera "paixonite" algo "mais que palavras".

 
Bizarre love triangle - Frente!

More than words - Extreme


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

AO MESTRE COM CARINHO

Quando eu era criança e chegava o dia dos professores, as "tias" recebiam carinho, cartazes, rabiscos de parabéns no quadro, balões enfeitando a sala, doces e presentinhos dos alunos da classe. Mesmo estudando em escola pública com crianças até mesmo mais carentes que eu e meus irmãos, sempre nos esforçávamos para levar alguma lembrança para a professora como uma forma de reconhecimento pelo seu grande dia.

Que a educação é pauta constante na boca de políticos em época de eleições ou quando ganham uma cadeira no governo, isso todos sabem. Não é novidade que no nosso país o dinheiro da merenda  e das cadeiras é desviado, escolas são mal planejadas, salários são desiguais e a profissão virou algo para última escolha ou para os que não tem acesso a outras opções. Nas escolas também não é diferente esse clima de altos e baixos, de desigualdade. Alunos são muitas vezes hostis, arrogantes, indiferentes a todo o esforço do professor, que muitas vezes se acabou de estudar para preparar aquela aula. Mas há aqueles alunos queridos e doces, que me recebem com beijos e abraços, que me procuram escondidos de outros professores para tirar dúvidas e me ensinam tudo que há de mais atual nas redes sociais, séries, memes e filmes. Mesmo que sejam poucos, é por esses que me sinto ponte, é por esses que leio e pesquiso tudo que eles querem saber, mas ainda não entendem. É por esses que ainda vale a pena estar onde gosto de estar, aprendendo, rindo, brincando diante de uma disciplina tão temida.

Mesmo que hoje as comemorações sejam feitas apenas entre os pares (e olhe lá!), porque praticamente nenhum aluno cumprimenta ou felicita-nos pelo dia que nos representa, estou e continuarei onde gosto, fazendo o que sei fazer melhor, conhecendo, interagindo e vendo cada um deles se tornarem homens e mulheres do bem.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

NO MUNDO DA LUA


O eclipse de domingo deixou algumas lembranças...ansiedade, contagem regressiva e perguntas inesquecíveis de meu trio parada-dura:

# Flavinha, quantos anos eu vou ter quando o eclipse vier de novo?

# De outros planetas dá pra ver também?

# Se apagassem todas as luzes e a Terra ficasse escura, a lua ainda acendia um pouquinho, não era?

# Qual é mesmo o planeta mais próximo da Terra? E o mais distante?

# A lua tá me seguindo! (João andando de um lado para outro procurando o melhor ângulo).



sexta-feira, 25 de setembro de 2015

PAX ET BONUM

Hoje começa mais um novenário na Igreja São Francisco, a famosa igrejinha de pedra, como dizem os turistas. Considero esse lugar um dos meus favoritos, pois é um ponto alto que dá pra avistar até a usina nessa nossa ilha de Paulo Afonso. Esse luar aí não é montagem! Quando é lua cheia e vou trabalhar à noite, vou acompanhando seu surgir desde o exército até o estacionamento do IFBA. Mais alguns passos até o jardim da rosa dos ventos e lá está a torre da igreja abaixo do satélite fascinante.

O novenário ou Festa de São Francisco faz parte da vida de todo pauloafonsino, e até mesmo dos não cristãos, devido aos vários seguimentos da sociedade convidados para serem noiteiros. A cada ano a festa reúne mais gente e traz uma exposição nova, contemplando a cultura ribeirinha. Quando eu era criança ia por dois motivos: comer maçã do amor e escorregar ladeira abaixo com meus primos. Era cada brincadeira louca não autorizada pelos pais que só quando o índice de carrapicho ultrapassava o limite era que a gente parava. Atualmente, a ladeira de capim foi interrompida por umas mudas de flores. Coitada das flores! Certamente, as crianças inventarão novas brincadeiras e temo que as plantas saiam meio prejudicadas.


terça-feira, 22 de setembro de 2015

VELAS IÇADAS



Seu coração é um barco de velas içadas
Longe dos mares, do tempo, das loucas marés
Seu coração é um barco de velas içadas
Sem nevoeiros, tormentas, sequer um revés

Seu coração é um barco jamais navegado
Nunca mostrou-se por dentro, abrindo os porões
Seu coração é um barco que vive ancorado
Nunca arriscou-se ao vento, às grandes paixões

Nunca soltou as amarras
Nunca ficou à deriva
Nunca sofreu um naufrágio
Nunca cruzou com piratas e aventureiros
Nunca cumpriu o destino das embarcações
(Ivan Lins)

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

QUAL A SUA ÁRVORE?

  
Olha estas velhas árvores, mais belas
Do que as árvores moças, mais amigas,
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas...

O homem, a fera e o inseto, à sombra delas
Vivem, livres da fome e de fadigas:
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E os amores das aves tagarelas.

Não choremos, amigo, a mocidade!
Envelheçamos rindo. Envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem,

Na glória de alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem! 
(A Velhice- Olavo Bilac)

Hoje é o dia da árvore, dia em que nasceram Tiaguinho (meu blue eyes) e Tia Fafá (a tia mais galinha-choca que existe). Sobre as árvores, por conta da invasão avassaladora de concreto nas grandes cidades, virou moda a ação eco-cidadã "plante uma árvore". As pessoas hoje não sabem de onde vem as frutas, algumas flores, então essas ações são muito válidas para resgatar a memória popular.

Na literatura, as árvores estão muito presentes, abrigando viajantes, intitulando romances ou ainda servindo de metáfora para grandes transformações. Jesus falou da figueira, Exupéry dos baobás e José Mauro de Vasconcelos do pé de laranja lima. A árvore da minha infância foi um belo flamboyant, que dava sombra e flores belas, e servia de ponto de encontro para a criançada da rua se abrigar do sol e planejar as brincadeiras.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

SONHO AZUL

Campo de nemófilas no Parque Hitashi

Nesta semana o Jornal Hoje está exibindo uma série onde entrevista mulheres reais, comuns, independentes ou não, dispostas a falar sobre vários temas. Até agora tem sido bem conduzida, na minha opinião, pois a repórter não interfere muito e as mulheres e seus discursos sinceros tem se destacado. Ao final do episódio da terça, Evaristo Costa antecipou o tema da quarta: quais os seus cinco sonhos para os próximos cinco anos? Eu que trabalhava só com a projeção da propaganda do Ford Fusion ("onde você quer estar daqui a cinco anos?") tratei de fazer logo um up-grade e uma seleção A, B, C, porque tenho muitos sonhos-projetos-metas. Sei que alguns são os favoritos, outros são improváveis, e outros tantos serão esquecidos se eu não tomar nota logo.

Isso me fez pensar em quanta coisa já alcancei, e quantas mais eu nem imaginava viver, não estavam previstas no script, mas aconteceram. E como diz uma das falas do carioca: "é fato!". E é que reza a lenda que um homem está completo quando planta uma árvore, escreve um livro e tem um filho. Se fosse assim, estaria realizada, pois ponho água nas amadas plantas de meu pai quase todo dia, tenho um blog e cuido de meus gatos como bebês,rs. Se fosse só isso, eu já teria mudado meu nome para Felícia Jorlane, mas meus sonhos são cotados em libras esterlinas e são outros.