“Eu não sou uma profissional, eu só escrevo quando eu quero. Eu sou uma amadora e faço questão de continuar sendo amadora. Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo para mim…” (Clarice Lispector)
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quarta-feira, 6 de maio de 2015
EAT WELL, TRAVEL OFTEN
Viajar é bom demais e comer bem é ainda melhor! Um dos frutos do trabalho é justamente esse: comer bem, viajar frequentemente ou de vez em quando (essa opção é mais real). Desde pequena meus pais me incentivaram a viajar. Às vezes, eles davam uma travada enquanto eu fazia a mala e eu pedia que eles decidissem logo. Isso me ajudou muito no processo de desapego, de poder ir e vir e de aprender a me defender.
É muito bom ver o mundo lá fora, ver a terra do outro para dar mais valor a nossa. Aprender novos hábitos, provar outros temperos, culturas e respeitar tudo aquilo, ficando só com o me parecer bom. Quando vou a outra cidade, principalmente se for em outra região, costumo ir a dois lugares: supermercado e padaria. Sempre descubro algo novo, seja um doce ou um quitute.
Gosto também de ir ao comércio, ver a vida comum, o cotidiano. Mas voltando ao reino dos comes e bebes, há 3 maravilhosas indicações para quem vai a São Paulo.
#1- Nutrisom: um restaurante vegetariano onde se paga um preço único e se come muito, muuuuito bem. Definitivamente esqueci por algumas horas que eu sou onívora.
#2- Halim: restaurante árabe com tudo que tem direito. Se eu pudesse, teria ido lá várias vezes!
#3- Ronghe: comida chinesa com direito a tesoura no prato do yakissoba e muitas curiosidades.
Bon voyage e bon appetit!
terça-feira, 5 de maio de 2015
QUEM DISSE, BERENICE?
Não conhecia bem essa marca e achava até que era somente uma linha de alguma marca já consolidada (Grupo O Boticário). O nome é interessante e deve ser prosa do sudeste, porque aqui no nordeste nunca ouvi essa chamada. Há muito tempo quero escrever sobre nomes inusitados ou óbvios de produtos, como Ótica Pupila, Sal Nevado ou coisas similares. Em relação a produtos de beleza então, eu adoro ficar pelas gôndolas do supermercado vendo as novidades, os cruzamentos de ervas e frutas e os nomes impressionantes que dão aos sabonetes, por exemplo.
Mas a marca que intitula este post me surpreendeu completamente. Quando as pessoas me perguntam que perfume eu uso, eu pronuncio umas 5 ou 6 letras que juntinhas já resumem tudo. Mas se eu usar um perfume com os nomes inspiradores abaixo e perguntarem que perfume estou usando podem pensar que eu:
#1- estou lendo um livro e ou falando sozinha;
#2- estou declamando poesia;
#3- estou indicando um filme;
#4- pretendo lançar um livro com esse nome.
Espero um dia provar o que tão charmosos e criativos nomes oferecem no frasquinho:
#1- a noite veste prata
#2- brincando num campo de melancias
#3- o lado doce da laranja
#4- o lado rosa da vida
#5- pra onde levam esses olhos castanhos?
#6- a menina que roubava cerejas
#7- mergulho num céu azul
#8- nuvens dançam sob meus pés
#9- uma ovelha pra lá de negra
#10- meu jardim secreto é mais verde
#11- a flor mais rosa do meu jardim
#12- gabriela mel e pimenta
#13- existe amor na amora
#14- a menina que passa de biquíni goiaba
#15- quem vai pegar o buquê lilás?
segunda-feira, 4 de maio de 2015
AQUI E AGORA (I)
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| Adaptado ou submisso? |
Mudança, adaptação, flexibilidade: Vá! Volte! É hoje! É amanhã! Como viver o aqui e agora em meio a tantas indefinições? Pensava eu que emprego público era coisa certa, certinha e estável. É estável sim, financeiramente falando, mas a rotina passa por intempéries, dias de sol, nevascas e brisa suave. Em meio ao caos, direitos revogados e insatisfação geral, mais uma greve foi deflagrada. O ano já está em maio e há muito tempo me esqueci do que é o ciclo da carreira de professor que escolhi.
Vivi 11 anos nas universidades, passei por greves e altos e baixos. Corri muito para não atrasar a conclusão de meus cursos. Agora que estou do outro lado, é complicado mostrar ao aluno que a educação pública ainda vale a pena, que ele não terá prejuízos, que no final tudo vai dar certo.
Vivo entre a estabilidade e a inconstância e isso ainda é muito, muito complicado pra mim. A agenda pessoal se dilui, fica sujeita a alterações, igual aos voos da minha última viagem de férias. Cada check-in era uma surpresa: alteração, cancelamento, mudanças sem fim de portão, falta de avisos, troca de aeronave, rotas inesperadas. Acho que eu já devia ter aprendido a não confiar no serviço prestado. Acho que eu já devia ter me adaptado.
ADEUS FARTURINHA
"Não existe presente maior que o amor de um gato.” (Charles Dickens)
"A vida é finita! Sinto muito..." Esse ano não está fácil. Após a perda de Cristina em janeiro, estou agora enfrentando o luto por meu amado Farturinha. Havia jurado a mim mesma que nunca mais perderia um animalzinho em uma clínica, e sim em casa. Arranjei veterinário particular, gastei tudo que era necessário, mas chegou o dia dele.
É difícil amar, cuidar e saber que um dia eles vão embora. Ele morreu por conta do seu instinto de brigar e defender o território, mesmo castrado. Ele cuidava até dos menores que se agregaram à casa depois dele, deixava que eles comessem primeiro, protegia, zelava do ambiente para que nenhum gato intruso perturbasse a ordem do quintal.
Ele foi o gato mais lindo de todos, meu gato-coelho, o mais querido da família e da parentada que sempre registrava um flash. Ele foi o mais fotografado, o mais cuidado, o que mais teve concessões, mas não resistiu às sequelas de uma briga terrível. Meus pais cansaram de apartar suas brigas com os monstros da vizinhança. Pra lutar com Fartura tinha que ter tamanho, pois apesar de sua doçura, seus quase seis quilos eram por si só uma ameaça.
Não assisti à sua partida para o céu dos animais e foi melhor assim, porque antes eu já estava abalada, deprimida por vê-lo sofrer. Por amá-lo mais que aos demais, voltei um pouco fria e distante com os que ficaram e pretendo aos poucos doá-los a quem possa cuidar deles como crianças, que é como eu cuido.
Fica o adeus e a saudade do meu sempre insubstituível Farturinha.
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| Antes da castração, fazendo o que mais gostava: dormindo. |
quinta-feira, 16 de abril de 2015
TRAIR E FOFOCAR, É SÓ COMEÇAR
"Se os seus sonhos imigraram sem deixar
nem pedra sobre pedra pra poder lembrar...
Dou razão, é difícil hospedar no coração
sentimentos assim."
(Leila Pinheiro)
Estamos o tempo todo aprendendo, caindo e levantando. Mas coisa triste é a tal da decepção...tenho acompanhado tantos episódios de amigos que estão passando por isso: amigos que achavam que tinham amigos; amigos que de denunciantes passaram a réus; amigos que quiserem ajudar e foram prejudicados, sentindo-se traídos por aqueles em quem depositaram sua confiança. Bem diz a Bíblia: maldito o homem que põe sua confiança no homem e não em Deus. É loucura estar fraco e se apoiar em outro capenga; é imprudente chamar de amigos pessoas recém conhecidas; é perigoso entrar em rodas de fofoca e quando virar as costas ser o personagem em pauta. O pior é que se uma mulher fofoqueira está para a dengue, certamente o homem fofoqueiro está para a chikungunya.
A fofoca é um mal que deixa feridos, é um telefone sem fio cruel que dita como verdade muitas mentiras. No meio do caminho existem também os abutres que sentem prazer em futucar a carniça, mesmo que não a consumam depois. Parece mesmo que as pessoas são desocupadas ou tem uma vida pouco interessante para passarem tanto tempo brincando de curtir e compartilhar inverdades. O pior é que nesse jogo de leva e traz quando a mentira é contada sete vezes ela vira uma verdade, como dizem na Bahia. E não é que o réu no final foi solto e a testemunha foi presa?
terça-feira, 17 de março de 2015
TUDO PRA SER FELIZ
Ele tem 9 anos e desenha muito bem. Tem apreço por livros desde os 3 aninhos e é daquelas crianças que aprende e filtra só o que é bom. Tem um vocabulário acima da média e sempre nos surpreende. A última foi essa daí. Pedi para fazer uma carta de despedida para uma prima que estava de partida para o Pará e um dos trechos da carta foi essa lição que hoje a tomo para mim. Não tem como não amar André Francisco.
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