segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

AROMA DO CAMPO

Dando continuidade à Sessão Perfumaria, lá estávamos nós, Marisa e eu a perambular após uma folga da UFS e fomos curiar lançamentos de cremes de pentear, que tinham acabado de virar uma novidade pós-Yamasterol. Havia essa marca que fazia coisas bem naturais, ou pelo menos tentava, e imprimia poesias (sem autoria) nas embalagens. Uma delas dizia:

"A nova rosa não se abriu pra mim, mas eu pude relembrar ainda o velho perfume a se espalhar no ar da intimidade. Não sei se era o ciúme ou a saudade."

Eram 4 fragrâncias: tinha o creme de camomila, o de jaborandi, que já teve seus momentos de fama antes da chegada do óleo de silicone e da macadâmia, e dos outros eu não me recordo. Já escrevi pra lá perguntando, já fucei o Google e nada, mas deixo aqui esse registro para que quem se lembrar dos outros possa, quem sabe, me auxiliar nesse processo de resgate perfumístico.


sábado, 30 de janeiro de 2021

SESSÃO PERFUMARIA (I)

Não me soltem numa farmácia! Eu sou capaz de ficar horas lendo rótulos dos cosméticos e cheirando os produtos, lendo as promessas de rejuvenescimento e rindo da criatividade dos nomes das marcas. Não adquiro muita coisa pelos motivos abaixo, mas acho incrível ver o avanço das tecnologias e formulações para as necessidades reais e aquelas criadas pelo mercado.

1-Não faço unhas, pois elas já nasceram feitas. Pintá-las, então, só em ocasiões raras.

2-Não uso maquiagem, pois me sinto artificial.

3-Não sou fã de salão, mas vou às vezes só lavar o cabelo.

4-Amo sabonetes e esfoliantes em barra, em gel, espumas, etc.

5-Já tonalizei o cabelo (falta do que fazer!) e na segunda vez ficaram umas manchas que me fizeram nunca mais fazer nada. 

6-Amo skincare desde a adolescência, mas vivo tendo rusgas com as minhas rugas.

7-Hidratantes: ganho e vence!

8-Protetor solar: não economizo nem um centavo!

8-Amo testar produtinhos, cheiros, texturas, etc. Amo tanto que provei shampoo Colorama Mel com meu irmão na infância, escondido de minha mãe, é claro!

10-Perfume, colônia, body splash ou o nome que quiserem dar: notas do topo, coração, fixação, etc. Curto muito tudo que se investe em propaganda, o texto, embalagem e o teor líquido em si.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

VINTE-VINTE

1- Não viajei 

2- Não revi os amigos 

3- Dei aulas "gravadas" online

4- Fui tia novamente 

5- Organizei meu currículo para nem tão cedo arrumar de novo

6- Comecei a fazer terapia

7- Aprendi a cuidar de cachorro

8- Ouvi Maria me dizer "te amo, titia!"

9- Passei meses sem ir à missa

10- Sobrevivi

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

TARDE CINZA É NÃO TE VER

Adeus Mouse! Obrigada por todos os anos que passamos juntos. Ao longo dos anos você foi nosso Puma, Príncipe, Olhar Sedutor e, por último, Gato Bobo. Agora você está no céu dos animais com Farturinha, Cristina, Narizinho, Mousinha, Fofolete, Savana e Tempestade. Pode partir em paz...

domingo, 29 de novembro de 2020

SOBRE LIVROS E HÁBITOS

"Acho que eu tenho mesmo um fetiche pelos livros: pegar um livro novo nas mãos é um enorme prazer. Não grifo os livros, mas faço anotações paralelas em cadernos e blocos. São frases que eu guardo para ler de vez em quando." (Beatriz Segall)

Índice remissivo, introdução, prefácio e posfácio, notas de rodapé me atraem, chamam a minha atenção. Guardo na memória fotográfica trechos preferidos do lado direito ou esquerdo, canto superior ou inferior. Gosto de cheiro de livro novo, mas respeito igualmente os velhos, usados e marcados pela história de quem os teve. Já vou em 180 aquisições (minhas e para amigos) na Estante Virtual que me traz vida em livros com celulose, manchas, dedicatórias, autógrafos e grifos. A cada nova compra me convenço cada vez mais de que nosso país não é um país de leitores, que muita gente usa (e usa mesmo!) livros como decoração, ou compram coleções das quais mal lerão o primeiro volume. Dos que ficaram comigo, muitos já estão por aí, multiplicando conhecimento e fazendo a alegria de quem os recebeu.


quarta-feira, 28 de outubro de 2020

"QUAL É A MÚSICA?": TUDO

Tudo o que eu cantar aqui, agora, você pode pensar que já, já ouviu...

Tudo era apenas brincadeira que foi crescendo, crescendo e me absorvendo. 

Tudo que move é sagrado e remove as montanhas com todo cuidado, meu amor.

Tudo bem quando termina bem e os meus e os seus olhos não estão rasos d'água. 

Tudo que viceja também pode agonizar e perder o seu brilho em poucas semanas.

Tudo bem, tudo zen meu bem, tudo sem força e direção.

Tudo em volta está deserto, tudo certo. Tudo certo, como dois e dois são cinco.

(aguardando sugestões)



quinta-feira, 15 de outubro de 2020

ENSINAR E (É) APRENDER!


“Ensinar. Tirar de dentro de nós mesmos o que sabemos, o que conseguimos angariar de bom na vida. Se procuro hoje atentar para as coisas dignas é porque quero, amanhã, transmitir para alguém o que sei. Ensinar é a profissão que nos aproxima de Deus. Quem foi Deus, quem é Deus senão um Mestre? Ensinar não é uma profissão, ensinar é uma arte.

O ensino necessita da justiça de um verdadeiro juiz, da pureza de um verdadeiro sacerdote, da paciência de um verdadeiro médico. O professor é um médico espiritual, cura os erros do intelecto, livra a alma da ignorância. O ensino é uma profissão espiritual. O professor é o guia que nos leva pelos caminhos cheios de beleza, da ciência. Que imensa beleza, que enorme da ciência. Que enorme beleza existe no fato de um mestre tirar a dúvida de um aluno, de um professor ensinar uma coisa nova a um aluno, de um professor ser justo e compreensivo.

Ensinar, a milagrosa arte que abre largos horizontes na vida dos jovens. Ensinar, o milagre que transforma um homem num artista."

(Redação escrita por Caetano Veloso em 03/07/1959 sobre "a arte de ensinar" em prova de português do o professor Nestor Oliveira))