segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

TEMPO, TEMPO, TEMPO, TEMPO...

2012 está acabando e deixou muita coisa boa, mas 2013 há de ser ainda melhor!

Em 2012, a Globo conseguiu oferecer um programa de música legal, deixando Ellen Oléria com uma voz, talento, caras e bocas genuinamente brasileiras como uma promessa de renovação para nossos ouvidos cansados do batidões breganejos e outros derivados do gênero.

Em 2012, Xuxa realizou um sonho de infância e ainda ganhou milhões para isso, assim como Ronaldinho perdeu metade do bucho de pote incentivado pela Nike e fervorosamente pelo público brasileiro e fãs de todo o mundo.

Em 2012, Caetano e Gil viraram setentões e Chico está quase chegando lá! E o Niemeyer partiu com Dona Canô num disco voador.

Mas deixa a vida do povo pra lá!

Em 2012, consegui fazer um ano inteirinho de atividade física e chegar na medida certa, apesar de saber que todo bônus tem um ônus!

Em 2012, consegui rir pra não deprimir de minhas próprias mazelas.

Em 2012, me apaixonei por algumas séries geek e músicas de outrora.

E em 2013 quero continuar firme em meus propósitos, ampliar ou manter minha rede de contatos e amigos, compreender a marcha e ir seguindo em frente, apesar de recusar permanentemente a farda da moda, das convenções e aparições sociais por todo tempo, tempo, tempo, tempo...

Continuarei seguindo os conselhos do Mestre, relembrados durante 2012 por Raê: "sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas".

Continuarei não gostando de acordar cedo, nem de provar comidas antes de finalizadas, nem de música breganeja e os modões silábicos indicados aos discos de ouro (deveriam ser de borracha!).

Continuarei amando os ritos litúrgicos, o jogo das palavras e as crônicas de um bom escritor; seguirei rindo de bordões, das bobagens e das besteiras dessa vida passageira e que venham muitos por-do-sol dourados, muita chuva para o sertão, menos balas perdidas para o Rio, mais respeito entre os fanáticos do Oriente e mais ordem ao caos que enriquece poucos e empobrece tantos.


domingo, 9 de dezembro de 2012

ENTÃO, JÁ É NATAL!




Desde outubro que, após o dia das crianças, no comércio das bugigangas chinesas já é natal. Pinheiros e neve no sertão, papais noéis de todos os tipos e tamanhos de barriga e barba, luzes e mais luzes em circuito  penduradas nas casas e muitas festas de confraternização. Pessoas imbuídas pelo espírito fashion natalino da moda querem roupa nova para a festa ou o bloco, onde o abadá é mero acessório, pois a tendência desse ano são as micro-saias com algum paetê ou miçangas aplicadas e muita transparências nas blusas.

Fico imaginando como se sentem as pessoas que não podem fazer parte desse festival de compras, porque não tem nem direito o que comer. Essa semana mesmo decidi apoiar uma campanha dos Correios, onde respondemos às cartas que crianças enviam a Papai Noel, e entre a euforia causada na sala de aula, veio uma adolescente e me disse: "professora, é de chorar o que essas crianças pedem! Umas pedem carinho e amor, pois os pais são separados; outra pedia 1kg de feijão, pois na casa dela a comida só era cuscuz."

Então, mesmo que a maioria viva o natal como um momento festivo-solidário, desejo que muitas, mas muitas pessoas mesmo, pensem naqueles que tem fome de alimento, de justiça, de carinho, de dignidade, de respeito e de amor, porque afinal de contas para nós cristãos o verdadeiro significado do natal é o amor: amor que não se pede, nem se perde, amor que não se mede oferecido por Deus a nós na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.


sábado, 8 de dezembro de 2012

IMACULADA CONCEIÇÃO, ROGAI POR NÓS!

"Imaculada Maria de Deus
Coração pobre acolhendo Jesus
Imaculada Maria do povo
Mãe dos Aflitos que estão junto à cruz."
 (Frei Fabretti)


terça-feira, 30 de outubro de 2012

QUANTO MAIS FLÁVIA, MELHOR!


Reunião com a chefia à tarde e minha xará Flávia Munik vem toda eufórica contar a novidade: a coca-cola tem uma campanha com nosso nome!!! Ai, que bagaceira! Fiquei imaginando como era a lata e o sucesso que o meu (e mais 149 nomes mais comuns entre jovens adultos brasileiros) está fazendo! Enfim, só sosseguei quando vi a latinha aqui na web e a repercussão da propaganda. Vá lá que não sou chegada em Coca Zero, mas não me importei nem um pouquinho de por alguns goles de glória ser essa coca-cola toda.

Desde que me entendo por gente que vê TV, recordo que as propagandas da Coca-cola eram sempre fascinantes! As de natal nem se fala: neve, papai noel trazendo a coca-cola pra ceia junto com os presentes (oh, sonho além dos trópicos). Nos almoços de domingo ela não podia faltar, nem nas festinhas de aniversário, onde eram as coadjuvantes da mesa (quando o níver era só um bolinho!). Sem falar que churrasco e rodízio de pizza sem ela se tornam algo ameaçador do bem-estar e altamente indigesto.Houve também a época do iô-iô, daquela agonia pra gente achar um brinde, ou muitos pontos nas tampinhas de metal. Teve a outra fase enlouquecedora dos colecionadores de garrafinha, que vinham até na mini grade vermelhinha; cheguei a achar que ali era uma porção mágica e morria de vontade de abrir a tampinha e beber pra ver o que aconteceria). Os slogans, então, são impregnantes e absolutos: "Coca-cola é isso aí!", "Curta Coca-cola", "Sempre Coca-cola", "Viva o lado Coca-cola da vida", "Abra a felicidade" (se só isso bastasse era bom!).

Como química, eu dou risada com os mitos que giram em torno da Coca-cola, até porque se ela fosse tudo de ruim que dizem, já teria dizimado mais pessoas que o acidente de Chernobyl e a ONU já teria teria tomado providências. O problema é o vício ou a intriga da oposição, só isso! Eu só sei que adorei o retorno (de uns anos pra cá!) da embalagem KS mini, média e a maior de 1L (essa nunca falta nos piqueniques) e se alguém achar a minha latinha personalizada, por favor pode mandar que eu reembolso para eu colocá-la no meu nicho kitsch, até porque eu me permito ser brega só de vez em quando.


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

JÁ É MADRUGADA


Mata-me de rir
Fala-me de amor
Songes et mensonges
Sei de longe e sei de cor
(Chico Buarque)


sábado, 6 de outubro de 2012

QUE PAÍS É ESSE?

"O Brasil é um país míope. Ou talvez seja estrábico, não sei bem, não sou oftalmologista. O que sei, sem um cílio de dúvida, é que o Brasil tem algum defeito na vista. Tem coisas que, por mais que se apertem os olhos, ninguém enxerga. Fica lá o elefante, no meio da sala, trombando na cristaleira, melancia pendurada no pescoço, uma banda militar tocando marchinha nas costas dele, e ninguém nem percebe. Elefante, que elefante? Não tem nada aqui não."  (Denis Russo Burgierman)



PS: Adeus aos mantras sem direitos autorais dos tchus e dos tchás, dos arrochas, breganejos, axés e outras paródias temporariamente imortalizadas entoando as vantagens e desvantagens de nossos ilustres cães, gatos, papagaios e periquitos (que o reino animal me perdoe pela comparação) candidatos às vagas de vereadores e prefeitos. E que vença o menos pior!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

TEMPO DE CARAIBEIRAS

Antigamente, as palavras, os consolos, desabafos e futilidades seguiam por cartas. Mas em tempos de comunicação instantânea, apresso esse alento à iminente Dra.Mércia Valéria para que ela creia que nem todos são iguais, que mesmo que alguns covardes machuquem nosso coração, o ideal permanece como o sol brilhando todos os dias, ainda que as nuvens o encubram de vez em quando nas tempestades.

Um provérbio russo diz: "não existe inverno no reino da esperança". E não existe mesmo! Hellen Keller, cega-surda, relatou assim um dos inúmeros conselhos da sua mestra Anne Sullivan: "falou-me da vida que se forma dentro de nós e que tende a renovar-se sem a nossa contribuição, sarando as suas próprias feridas, trazendo esperança ao coração e tornando mais aguda a nossa visão mental". "E por que não aconteceria isto a mim como já tem acontecido a tantas pessoas?" dizia ela. E o que passou, passou! As caraibeiras tem que perder todas as folhas para nos presentear com esse espetáculo de dar inveja a qualquer roseira. Assim também somos nós, que temos que perder para ganhar mais vida, mais lucidez e enxergar no fim que não perdemos nada, pois nossa vida está nas mãos Daquele que nos salva e nos guarda, nos livra e nos alimenta em tempos difíceis.